segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Em defesa da "fé"
Embora eu tenha nascido numa família cristã, minha caminhada com Deus teve início, de fato, quando eu tinha quinze anos de idade. Foi num retiro de adolescentes que a “ficha caiu” – tudo fez muito sentido para mim: os meus pecados e a minha necessidade de um Salvador, o sacrifício de Jesus na cruz, a graça de Deus e tudo o mais. Eu estava tão cheio de alegria, que ela transbordava em lágrimas. Como resposta, eu entreguei a minha vida a Deus – por completo.
Desde então, tenho vivido alguns momentos bem distintos. Depois de toda a euforia do início, por exemplo, seguiu-se um período de crescimento lento (e duro, às vezes), com disciplina na leitura da Bíblia e oração. Procurava fazer essas coisas diariamente. Logo passei a conectar os personagens bíblicos de quem tanto havia ouvido falar na infância. Moisés libertou, do Egito, os hebreus, povo que teve origem em Abraão, Isaque e Jacó, que foi o pai de José (o tão comentado pelas “tias” da Escola Dominical). E Paulo, o apóstolo, só aparece no Novo Testamento! (Eu vibrava com cada nova descoberta).
Depois desse momento inicial, veio a fase da “adoração”. Aprendi que Deus queria mais do que músicas cantadas e tocadas aos domingos, na hora dos cultos – Ele queria o meu coração. Que insight! Como eu não havia enxergado isso antes? A cada semana que passava, eu buscava mergulhar mais e mais fundo na verdadeira adoração.
Caminhando um pouco mais, descobri a necessidade de eu estar com os outros cristãos. Palavras como “comunhão” e “amor” passaram a ter um novo significado para mim. Foi nessa época que a minha vida cristã deu um salto. Eu comecei a entender que para amar alguém de verdade (com o “tipo de amor” descrito em 1 Coríntios 13) eu precisaria estar cheio do Espírito Santo. Foi então que eu aprendi o que era o fruto do Espírito – algo que não poderia vir como resultado do meu próprio esforço, mas que somente Ele poderia gerar em mim.
Seguiu-se, então, um período de aprender sobre perseverança e dependência de Deus. Eu precisaria das duas coisas se quisesse permanecer andando com Ele. De fato, acho que grande parte da mensagem dos profetas poderia ser resumida na seguinte sentença: “dependam de Deus e perseverem em servi-Lo”. (Não foi uma lição fácil, diga-se de passagem).
E o que mais me chamou a atenção foi que, ao longo de todas essas fases, os sermões na minha igreja não acompanharam o meu crescimento. A mensagem era, domingo após domingo, com raras exceções, a mesma: “tenha fé, e Deus vai lhe dar vitória”. E as “vitórias” eram das mais variadas: “vitória” no emprego, no casamento, nos estudos, na “causa na justiça”... Só não se comentava o tipo de vitória de que eu mais precisava naquele momento: vitória sobre a minha carne, sobre o pecado e sobre o Diabo.
E a fé... Bem, ela servia pra gente arrancar alguns milagres de Deus. Funcionava mais ou menos assim: Você está com alguma enfermidade? Tenha fé. Algum problema na família? Coloque a sua fé em ação. Precisando de um emprego melhor? Traga-o à existência através da fé.
Veja bem, não estou criticando essas coisas, ou afirmando que elas não sejam legítimas. Eu também oro sempre que estou doente, oro pela minha família e também por um emprego melhor. Mas creio que existam outras coisas mais profundas – que freqüentemente são deixadas de lado – dentro do Cristianismo do que as nossas necessidades. De fato, o Evangelho não existe para nos satisfazer as carências e os caprichos. Na verdade, ele não se trata de nós. O problema desse evangelho que está sendo pregado é que ele se trata de nós, e não de Deus. Nós estamos no centro – que terrível!
Confesso que a “fé”, no meio de toda essa minha experiência, assumiu uma conotação um pouquinho negativa. “Ora”, eu pensava, “se a fé existe para eu ser curado da minha dor de cabeça, conseguir passar no vestibular ou melhorar a qualidade de vida dentro da minha casa, eu prefiro tratar de outras coisas mais profundas, como o amor, por exemplo. Não foi o próprio apóstolo Paulo quem disse que o amor era maior que a fé? (1Co 13.13) Pois então, a fé não deve mesmo ser tão importante assim.”
E sempre que, no meio de alguma pregação, aparecia a tal da “fé”, eu já franzia a testa, em meu preconceito. “Lá vem esse papo de fé e vitória”, eu pensava.
Acontece que, nos últimos dias, o que Deus mais tem falado comigo é sobre a importância da fé. Começou nas minhas férias no início do ano passado. Eu estava quase dormindo depois do almoço, quando, de repente, ocorreu-me um estalo: “Caramba! O Espírito Santo – Deus! – está nesse exato momento aqui, dentro de mim”. É claro que eu já “conhecia” o fato desde criança, mas... era como se aquela verdade, de certa maneira, se tornasse real, palpável, naquele momento. Houve revelação – a que eu respondi com fé. Ela é necessária para vivermos as verdades bíblicas!
Precisamos de fé para enxergar Jesus nas nossas reuniões – bastam duas ou três pessoas para Ele estar presente. E ela é essencial também quando oramos – tudo o que ligarmos, no nome de Jesus, aqui na terra será ligado no céu. Se você quiser vencer o pecado, terá que ser por meio da fé – nós estamos (não é “estaremos se...”, ou “deveríamos estar”: é ESTAMOS) crucificados com Cristo, mortos para o pecado. Essas realidades devem ser recebidas e vivenciadas por nós através da fé.
Tem sido um importante aprendizado. Não depender tanto do que eu vejo, nem de sentimentos... Mas isso é um outro assunto. Para outro texto.
*
Publicado também em PENSAMENTOS repentinos.
Desde então, tenho vivido alguns momentos bem distintos. Depois de toda a euforia do início, por exemplo, seguiu-se um período de crescimento lento (e duro, às vezes), com disciplina na leitura da Bíblia e oração. Procurava fazer essas coisas diariamente. Logo passei a conectar os personagens bíblicos de quem tanto havia ouvido falar na infância. Moisés libertou, do Egito, os hebreus, povo que teve origem em Abraão, Isaque e Jacó, que foi o pai de José (o tão comentado pelas “tias” da Escola Dominical). E Paulo, o apóstolo, só aparece no Novo Testamento! (Eu vibrava com cada nova descoberta).
Depois desse momento inicial, veio a fase da “adoração”. Aprendi que Deus queria mais do que músicas cantadas e tocadas aos domingos, na hora dos cultos – Ele queria o meu coração. Que insight! Como eu não havia enxergado isso antes? A cada semana que passava, eu buscava mergulhar mais e mais fundo na verdadeira adoração.
Caminhando um pouco mais, descobri a necessidade de eu estar com os outros cristãos. Palavras como “comunhão” e “amor” passaram a ter um novo significado para mim. Foi nessa época que a minha vida cristã deu um salto. Eu comecei a entender que para amar alguém de verdade (com o “tipo de amor” descrito em 1 Coríntios 13) eu precisaria estar cheio do Espírito Santo. Foi então que eu aprendi o que era o fruto do Espírito – algo que não poderia vir como resultado do meu próprio esforço, mas que somente Ele poderia gerar em mim.
Seguiu-se, então, um período de aprender sobre perseverança e dependência de Deus. Eu precisaria das duas coisas se quisesse permanecer andando com Ele. De fato, acho que grande parte da mensagem dos profetas poderia ser resumida na seguinte sentença: “dependam de Deus e perseverem em servi-Lo”. (Não foi uma lição fácil, diga-se de passagem).
E o que mais me chamou a atenção foi que, ao longo de todas essas fases, os sermões na minha igreja não acompanharam o meu crescimento. A mensagem era, domingo após domingo, com raras exceções, a mesma: “tenha fé, e Deus vai lhe dar vitória”. E as “vitórias” eram das mais variadas: “vitória” no emprego, no casamento, nos estudos, na “causa na justiça”... Só não se comentava o tipo de vitória de que eu mais precisava naquele momento: vitória sobre a minha carne, sobre o pecado e sobre o Diabo.
E a fé... Bem, ela servia pra gente arrancar alguns milagres de Deus. Funcionava mais ou menos assim: Você está com alguma enfermidade? Tenha fé. Algum problema na família? Coloque a sua fé em ação. Precisando de um emprego melhor? Traga-o à existência através da fé.
Veja bem, não estou criticando essas coisas, ou afirmando que elas não sejam legítimas. Eu também oro sempre que estou doente, oro pela minha família e também por um emprego melhor. Mas creio que existam outras coisas mais profundas – que freqüentemente são deixadas de lado – dentro do Cristianismo do que as nossas necessidades. De fato, o Evangelho não existe para nos satisfazer as carências e os caprichos. Na verdade, ele não se trata de nós. O problema desse evangelho que está sendo pregado é que ele se trata de nós, e não de Deus. Nós estamos no centro – que terrível!
Confesso que a “fé”, no meio de toda essa minha experiência, assumiu uma conotação um pouquinho negativa. “Ora”, eu pensava, “se a fé existe para eu ser curado da minha dor de cabeça, conseguir passar no vestibular ou melhorar a qualidade de vida dentro da minha casa, eu prefiro tratar de outras coisas mais profundas, como o amor, por exemplo. Não foi o próprio apóstolo Paulo quem disse que o amor era maior que a fé? (1Co 13.13) Pois então, a fé não deve mesmo ser tão importante assim.”
E sempre que, no meio de alguma pregação, aparecia a tal da “fé”, eu já franzia a testa, em meu preconceito. “Lá vem esse papo de fé e vitória”, eu pensava.
Acontece que, nos últimos dias, o que Deus mais tem falado comigo é sobre a importância da fé. Começou nas minhas férias no início do ano passado. Eu estava quase dormindo depois do almoço, quando, de repente, ocorreu-me um estalo: “Caramba! O Espírito Santo – Deus! – está nesse exato momento aqui, dentro de mim”. É claro que eu já “conhecia” o fato desde criança, mas... era como se aquela verdade, de certa maneira, se tornasse real, palpável, naquele momento. Houve revelação – a que eu respondi com fé. Ela é necessária para vivermos as verdades bíblicas!
Precisamos de fé para enxergar Jesus nas nossas reuniões – bastam duas ou três pessoas para Ele estar presente. E ela é essencial também quando oramos – tudo o que ligarmos, no nome de Jesus, aqui na terra será ligado no céu. Se você quiser vencer o pecado, terá que ser por meio da fé – nós estamos (não é “estaremos se...”, ou “deveríamos estar”: é ESTAMOS) crucificados com Cristo, mortos para o pecado. Essas realidades devem ser recebidas e vivenciadas por nós através da fé.
Tem sido um importante aprendizado. Não depender tanto do que eu vejo, nem de sentimentos... Mas isso é um outro assunto. Para outro texto.
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Publicado também em PENSAMENTOS repentinos.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Comercial
Oi Gente amiga !!!!
To aqui só pra dizer que escrevi no meu blog.. rs
Quem puder dê uma olhadinha lá! http://alimentodeverdade.blogspot.com/
Bjs
Beck
Obs: em breve eu faço um texto exclusivo p/ o 4 cores!!!
To aqui só pra dizer que escrevi no meu blog.. rs
Quem puder dê uma olhadinha lá! http://alimentodeverdade.blogspot.com/
Bjs
Beck
Obs: em breve eu faço um texto exclusivo p/ o 4 cores!!!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Auto-escola de Deus
Fui ensinado, desde criança, que a vida cristã é como sentar-se no banco carona de um carro, deixando Deus assumir o volante. “Ele dirige; você apenas descansa”, minha avó me dizia. Esta é uma visão segura e confortável, mas está apenas parcialmente correta. Na verdade, ela é incompleta: ajusta-se somente aos casos dos novos convertidos. Uma pessoa que acabou de nascer de novo deve, de fato, passar o “volante” para Deus e descansar ao lado, enquanto Ele conduz o “carro” em segurança. Ela precisa de amparo, segurança, conforto. Ainda carece de certos cuidados.
Não é o caso de alguém que já está no Caminho há mais tempo. E uma idéia assustadora me ocorreu na minha primeira aula prática, na auto-escola. Passei a primeira marcha e, assim que tirei, lentamente, o pé da embreagem e fui acelerando levemente o carro, descobri um mundo novo descortinando-se diante de mim. Um mundo perigoso, cheio de incertezas e assombros. E, ao mesmo tempo, um lugar recheado de aventuras e novas possibilidades. Lá estava eu, dirigindo um carro. Um carro de verdade, com outros carros reais ao meu lado, num ambiente regido pelas leis de trânsito e repleto de postes, cruzamentos, sinais vermelhos, amarelos e verdes. Foi excitante... E assombrosamente terrível! O perigo aumentava a cada acelerada. E eu não poderia estar mais vibrante!
Acho que essa é uma boa perspectiva sobre a nossa caminhada com Deus. Ele está ao nosso lado? Sem dúvida. Mas não, definitivamente, ao volante. Ele é como o instrutor da auto-escola.
***
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Não é o caso de alguém que já está no Caminho há mais tempo. E uma idéia assustadora me ocorreu na minha primeira aula prática, na auto-escola. Passei a primeira marcha e, assim que tirei, lentamente, o pé da embreagem e fui acelerando levemente o carro, descobri um mundo novo descortinando-se diante de mim. Um mundo perigoso, cheio de incertezas e assombros. E, ao mesmo tempo, um lugar recheado de aventuras e novas possibilidades. Lá estava eu, dirigindo um carro. Um carro de verdade, com outros carros reais ao meu lado, num ambiente regido pelas leis de trânsito e repleto de postes, cruzamentos, sinais vermelhos, amarelos e verdes. Foi excitante... E assombrosamente terrível! O perigo aumentava a cada acelerada. E eu não poderia estar mais vibrante!
Acho que essa é uma boa perspectiva sobre a nossa caminhada com Deus. Ele está ao nosso lado? Sem dúvida. Mas não, definitivamente, ao volante. Ele é como o instrutor da auto-escola.
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Crianças
Interagir com uma criança não é tarefa difícil: você espera uma afirmação (qualquer afirmação) por parte dela e, a partir daí, pergunta “por quê?”, “e daí?” e “o que é que tem?”, consecutiva e indefinidamente, e pronto, o diálogo está formado.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Corte de cabelo
Não sei o que acontece: os cabeleireiros simplesmente não compreendem o significado de "por favor, não corte muito".
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sábado, 31 de janeiro de 2009
ACABA LOGO ESSA OBRA!!
Bom, queridos amigos e leitores. Vou fazer uma exeção nesse blog sobre "ALIMENTOS" para falar um pouquinho de OBRA.
Pois é... essa palavra não sai da minha cabeça desde final de novembro quando meus pais anunciaram aos habitantes dessa residencia que entrariamos em REFORMAS!!Foi uma sensação mista de alegria e desespero!! Como vamos sobreviver sem uma cozinha?Não é possível!!
Tentando tornar esse momento da vida em algo menos assustador, usei minha criatividade e espalhei cartazes pela casa com alguns versículos sobre OBRAS. Tinha até desenhos de desculpe os transtornos, estamos em obras.Passando os dias, semanas e meses, os cartazes se tornaram invisíveis.
Então, vamos direto ao ponto que eu quero chegar.Hoje estou me sentindo tão livre. Acho que Deus completou um cômodo da OBRA da minha vida!Tem dias que a gente entende algumas coisas, que cai a ficha... Como pude viver tanto tempo pensando isso e agindo assim? Deus está trabalhando! Ele quer completar a OBRA na nossa vida p/ nos tornarmos mais lindos e úteis para o Reino dele!
Assim, nosso caráter, temperamento, e esquisitices estão sendo reformados!E nessa obra ele conta com a Palavra Dele e a comunhão com o corpo de Cristo!
Obrigada Deus, por que você começou essa obra e prometeu que vai terminá-la até o Dia de Cristo!
Gente, fiquem tranquilos quando as coisas estiverem em "transtorno". Afinal, Desculpe, estamos em OBRA!
Obs: não aguento mais o pedreiro aqui em casa. Mas.. Graças a Deus pelo trabalho dele..rs
Pois é... essa palavra não sai da minha cabeça desde final de novembro quando meus pais anunciaram aos habitantes dessa residencia que entrariamos em REFORMAS!!Foi uma sensação mista de alegria e desespero!! Como vamos sobreviver sem uma cozinha?Não é possível!!
Tentando tornar esse momento da vida em algo menos assustador, usei minha criatividade e espalhei cartazes pela casa com alguns versículos sobre OBRAS. Tinha até desenhos de desculpe os transtornos, estamos em obras.Passando os dias, semanas e meses, os cartazes se tornaram invisíveis.
Então, vamos direto ao ponto que eu quero chegar.Hoje estou me sentindo tão livre. Acho que Deus completou um cômodo da OBRA da minha vida!Tem dias que a gente entende algumas coisas, que cai a ficha... Como pude viver tanto tempo pensando isso e agindo assim? Deus está trabalhando! Ele quer completar a OBRA na nossa vida p/ nos tornarmos mais lindos e úteis para o Reino dele!
Assim, nosso caráter, temperamento, e esquisitices estão sendo reformados!E nessa obra ele conta com a Palavra Dele e a comunhão com o corpo de Cristo!
Obrigada Deus, por que você começou essa obra e prometeu que vai terminá-la até o Dia de Cristo!
Gente, fiquem tranquilos quando as coisas estiverem em "transtorno". Afinal, Desculpe, estamos em OBRA!
Obs: não aguento mais o pedreiro aqui em casa. Mas.. Graças a Deus pelo trabalho dele..rs
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Agenda
Um fato curioso. Foi eu passar a usar uma agenda, e acabei tornando-me seu refém. Perdi a memória!
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Publicado também em PENSAMENTOS repentinos.
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sábado, 17 de janeiro de 2009
O alimento na vida de uma menina

Sempre gostei muito dos alimentos. Quando criança eu brincava com a comida. Tanto fingindo que cozinhava, quanto pegando as embalagens do armario de compras e inventando que eram personagens. A farinha de trigo era uma mãe, as latinhas de petit pua (ervilha) e milho eram os filhos e etc. Imaginação fértil infantil.
Além disso, eu gostava muito de comer. Nunca dispensava alimento.
Minha mãe conta que quando tinha 2 aninhos de idade eu fugia para a casa de uma senhorinha que eu chamava de Vovó Vitória e queria almoçar lá. A vovó gritava a minha mãe: Sandra, até essa hora você não deu almoço para essa menina? Que dizia: vem ver o pratão que ela bateu aqui.
Com uns 7 ou 8 anos eu morava na mesma rua da minha avó de verdade. Là em casa o almoço saia por volta de 1/2 dia. Na casa da minha vó era umas 14h. Eu almoçava em casa e adivinham aonde eu ia passar a tarde ? Hum.. eu sempre aproveitava a comida deliciosa da Dona Maria de Souza Oliveira. Todos os dias ela punha a mesa com alimentos simples, porém muito bem feitos e com um visual maravilhoso. Nunca me esqueço do purê de abóbora com salsinha.. que ela recheou numa folha de alface. Era muito chique! Minha vó utilizava seus utensílios bonitos a mesa. Hoje a minha vozinha tem 94 anos e já perdeu a visão. Não cozinha mais. E pela idade suas papilas gustativas (termo bonito) já não trabalham como antigamente. Ela já não sente o gosto dos alimentos. É muito penoso isso.
Minha mãe fez começou o curso de nutrição quando eu estava no Ensino Médio. Sempre ajudava ela com digitações dos trabalhos no computador (agora ela já "manja" bem disso). Me interessava pelo tema. Mas, eu não queria fazer o mesmo curso que a minha mãe. Iam pensar que eu tava imitando-a (mas o que as pessoas tem a ver com isso, né?!).
Quando estava desesperada na metade do cursinho pré-vestibular, tendo que fazer as inscrições nas universidades tive uma conversa legal com a minha "mami" (quase nutricionista na época). Eu orava muito para Deus me dar a direção do que Ele tinha para minha vida. E não tava ouvindo a voz dele, vinda do Céu dizendo: Querida filha Rebeca, você tem que fazer isso..... Foi ai que uma conversa de mãe pra filha abriu a minha visão. Dona Sandra disse: Beck, você gosta de crianças, né?! E também gosta de alimentação. Por que vc não faz nutrição? Vai poder ajudar muitas crianças. etc. E finalizou: Ás vezes Deus fala com a gente e a gente que não quer ouvir.
E foi assim que começou a minha jornada na nutrição. E hoje començando um blog.
Espero colocar coisas legais que acontecem comigo, e não falar só sobre alimentos terrenos, mas também de alimentos eternos. =)
alimentodeverdade.blogspot.com
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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